EM NOME DE KEPLER - EDSON ECKS
A GRAVITAÇÃO UNIVERSAL por KEPLER - GALILEU - NEWTON
Kepler não se limitou apenas a analisa da atração (‘afinidade’) dos corpos celestes, mas também fez excelentes observações sobre a atração dos corpos na Terra:
No livro ‘Nova Astronomia’, Kepler, anuncia na introdução ‘a verdadeira doutrina sobre as virtudes’, da qual anunciaria os axiomas (verdades):
__a gravidade é uma afinidade entre dois corpos (análoga à afinidade magnética) por meio da qual, por exemplo, a Terra atrai fortemente uma pedra, está última atrai um pouco a Terra.
O que dirá Newton nos Principia que, ‘tanto a Terra atrai os corpos, como os corpos atraem a Terra, tanto a Terra atrai uma pedra, como a pedra atrai a Terra, minimamente’. Newton calculará a força dessa atração.
Newton não explica o que realmente causa essa atração (‘afinidade’), mas seu precursor Kepler, busca a teoria em que a luminosidade solar atrai os planetas, também aderiu a atração magnética, difundida na época por Gilbert, para explicar o fenômeno de atração entre os planetas, e a aplica aos objetos na Terra. Hoje sabemos que a Terra possui um poderosíssimo campo eletromagnético. Ou seja, Gilbert a seu modo, e a sua época, teve uma boa intuição.
Willians Gilbert (1544-1603) em sua obra De Magnete (1600) comparava a Terra a um grande Imã.
Enquanto Kepler buscava uma teoria para justificar a atração terrestre e celeste, Newton dirá:
(a gravidade) ‘diz como funciona, não o porquê’. ‘se esse agente é material ou imaterial, eu deixo essa conclusão aos meus eleitores’ Newton”.
Mas o pesquisador, escritor-compositor Edson Ecks, em seu livro ‘Os Princípios da Ciênsofia’ diz que, ‘Terra atrai a pedra, e a pedra atrai a Terra, porque possuem massa-energia positivas, se suas massas-energias fossem negativas, elas se repeliriam, e a pedra ficaria suspensa no ar’.
Ecks analisa os sistemas tanto do ponto de vista de massa, como energia contida nesses sistemas, e entre os sistemas. Estuda o macro (planetas...) como se fosse ‘partículas’ em interação... Um estudo mais detalhe veremos mais adiante.
A gravidade segundo Kepler, depende das dimensões dos corpos, se a Terra não fosse redonda, os corpos não seriam atraídos em direção ao seu centro, mas ao longo das direções que mudaria segundo a localização. E se a Terra deixasse de exercer sua própria atração sobre as águas, elas seriam atraídas pela a Lua.
__se colocamos uma pedra entre duas pedras, está se posicionará em um ponto que determinado ‘pelas as relações entre suas dimensões’.
Com isso Kepler que dizer que há uma atração entre as pedras, que se uma pedra de uma lateral for maior do que a da outra lateral, a pedra menor posicionada no meio, tenderá a oscilar em sua direção, por sofrer maior ‘afinidade’ (atração).
É preciso entender que depois que Kepler conhece o trabalho de Gilbert sobre o magnetismo, Kepler passará a indica que essa ‘afinidade’ (atração), é causada por magnetismo.
Newton nos Principia, calculará a força dessa atração, também nos corpos terrestres. E não postulará nenhuma causa física para a atração gravitacional. E jamais citará que Kepler havia postulado, que havia uma força imaterial que atrai os planetas ao Sol, e que o mesmo também ocorria na Terra, entre seus objetos.
Aceleração dos corpos em queda livre de Galileu
“Acho que o fato de termos chegado aqui (Lua), devemos a um senhor chamado Galileu, que há muito tempo fez uma descoberta importante, a respeito da queda dos objetos e dos campos gravitacionais”.
“E pensamos que é o melhor lugar para confirmar suas descobertas senão na Lua”. Resolvemos testar isso para vocês, segurando uma pena na mão direita, e um martelo na mão esquerda, e a pena é propriamente a de um falcão, em homenagem ao nosso falcão, e vou soltar os dois aqui (a Pena e martelo), e espero que toquem o solo ao mesmo tempo!
Oh! Meu Deus. Galileu estava correto em suas descobertas”
David Scott, astronauta da missão Apollo 15, em agosto de 1971.
Na Lua ‘não há resistência’, isso faz com que dois corpos de massas diferentes alcancem o solo ao mesmo tempo. Como preverá Galileu.
Galileu em seus estudos os rolamentos das esferas, em planos inclinados, que é uma forma lenta de queda livre, Galileu provou, que todos os corpos caem com a mesma aceleração, o fato de não se perceber isso no dia-a-dia, é por causa da resistência do ar, que tem maior influencia sobre objetos mais leves.
Também há o ‘lendário’ teste na Torre de Pisa, em que Galileu demonstrou que duas esferas de massas (pesos) diferentes, chegariam ao chão ao mesmo tempo.
Newton matematizará a ‘queda dos objetos em queda livre’ de Galileu, concluirá que ‘se uma pluma ou uma bola de canhão, próximos a superfície terrestre, caem em direção ao centro da terra de modo idêntico (como propôs Galileu) lançados ao solo ou soltos sem velocidade vertical inercial caem 4,9 metros por segundos. Newton nos dá o valor dessa queda. Isso ocorre conforme a Constante G de Newton. Hoje o valor é de 10 metros por segundos.
A CONSTANTE G DE NEWTON É CONSTANTE?
“Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado’ Newton.
No livro ‘Os Princípios da Ciensofia’, o escritor Ecks explica, por exemplo, porque há tantas dificuldades em se provar de forma regular a constante G, Inicialmente através da frase:
“Nenhuma constante é constante, e nenhuma inconstante é inconstante, em todos os lugares e indefinidamente’ Ecks
Como uma lei universal, serve para a ‘incerteza de Heisenberg’, a inconstância de Heráclito, teoria do Caos de Poincore, para os teus sentimentos...
____Apesar da precisão de seus resultados, os cientistas chineses obtiveram dois dados diferentes (da constante G) com dois aparelhos ligeiramente diferentes e independentes. A equipe não sabe explicar essa discrepância. “Há algo que ainda não sabemos e precisamos de mais pesquisas”, diz Luo.
Aparelhos de mediação diferentes também podem causar variações nas medidas da ‘constante G’ (Ecks).
Aplicando a Gravidade (Ecks), neste exemplo acima, você entendera que, ínfimas variações, oscilações, vibrações, frequências... no ambiente micro (moléculas...) como no macro (laboratório, térmica...), geram medidas diferentes da ‘constante G’, por causa da In-Constante G, advindas dos fenômenos das Três Leis Da Dinâmica (Ecks), dos particulares para os universais.
Isso também significa que, que os objetos ‘caindo em queda livre’ de Galileu, que Newton calculou que caem em 4, 9 metros por segundo, podem também sobre oscilações em seus tempos de quedas, entre os segundos percorridos. Assim, como os planetas...
A LEI DO QUADRADO A DISTANCIA DE ROBERT HOOKE
Entre 1679-1680 Newton se corresponde com Hooke, sobre os movimentos dos planetas.
Newton admitia que a correspondência com Hooke o levará a refletir sobre o assunto, mas sua divida não passa disso.
Inicialmente, Hooke , na primeira edição dos Principia, Newton lhe dá algum credito pela a descoberta da lei da gravitação Universal. Credito que desaparece na segunda edição dos Principia. John Wallis que obteve, com os movimentos dos corpos em um meio resistente, resultados similares mais ou menos gerais que os de Newton. Também faz reinvindicações.
Em carta a Robert Hooke datada de 5 de fevereiro de 1675, Newton escreve essa celebre frase:
‘Se conseguir vê mais longe (que os outros) é que subir em ombros de gigantes’
Alguns viram nisso não uma prova de humildade em reconhecimento em relação a Galileu e Kepler, mas um sarcasmo dirigido contra Hooke por causa da sua baixa estatura, e por Hooke entre outras coisas, acusa Newton de ter se apropriado da sua concepção da ‘lei do quadrado a distancia’. Mas será que Newton não também não deu uma pisadinha nos ombros do pequeno Hooke?. Vamos decifrar esse código.
“Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado’ Newton”. Foi exatamente o que fez Robert Hooke .
‘A lei do quadrado a distancia’, conceptualmente é de Robert Hooke, ele a apresentou em reuniões protocoladas da Royal Society, e a apresentou a Newton através de cartas, e Newton lhe dará arcabouço matemático. Mas será que Robert Hooke era tão assim desprovido de conhecimento matemático? Veremos uma resposta mais adiante.
Hooke descobriu a célula, e fundou a microbiologia.
Newton, após a morte de Hooke mandou queimar o único quadro que existia dele, e muitos dos seus trabalhos também.
Em 24 de novembro de 1679 (data inglesa), Robert Hooke (1626-1703), que nesse meio tempo se tonará o secretário da Royal Society, escreve uma carta cordial a Newton convidando-o a comentar algumas de suas hipóteses. Em especial, propõe que analise o movimento dos planetas, supondo que resulta de um movimento inercial em linha reta, dirigido segundo uma tangente, e de uma componente centrípeta (um movimento de atração em direção ao Sol). Chega a sugerir que a atração centrípeta varia no inverso do quadrado a distância entre o planeta e o Sol. Já havia muitos anos que Hooke considerava essa hipótese – a de uma força de gravidade centrípeta tanto mais intensa quanto menor for a distância (Kepler diz que quanto mais afastados os planetas do Sol, menor é a força)-, como provam duas conferencias na Royal Society em 1666 e 1670.
Em resposta de novembro, Newton confessa “não ter ouvido falar muita coisa’ a respeito das hipóteses de Hooke sobre a “explicação do movimento dos planetas pela a composição de um movimento direto tangente à curva e de um movimento atrativo em direção ao Sol”. Para ele, que ainda tem a noção enganosa de força centrifuga, a ideia é inovadora, ele a usa para determinar a trajetória de um objeto em queda livre na Terra que gira em torno do seu próprio eixo (seria um meio de provar experimentalmente essa rotação). E em 9 de dezembro, Hooke afirma que a trajetória seria uma elipse, e considera o problema um caso particular do problema geral dos “movimentos circulares devidos a composição de um movimento direto e de um movimento de atração em direção ao centro”
Em resposta de 13 de dezembro, Newton responde parcialmente. Em seis de janeiro (1680), Hooke volta à carga e torna a discussão a hipótese de uma atração central inversamente proporcional ao quadrado da distância. Fica sem resposta, em 17 de janeiro, tenta novamente. Hooke incitava Newton a determinar a trajetória descrita por um objeto submetido a uma força central atrativa e variando no inverso do quadrado à distância. Newton silencia, encerra o diálogo com Hooke. Mas continua a refletir sobre o problema formulado por Hooke, calado como uma pedra.
Newton comunicara os resultados de suas pesquisas em 1684, por meio de um manuscrito De motu Corporum In Gyrum (os Principia),
Hooke soube do manuscrito, e dos seus desdobramentos, e que seria publicado sobre a ágide da Royal Society, ele pensa merecer um agradecimento de Newton, coisa que Newton sempre negará. Newton admitia que a correspondência com Hooke o levasse a refletir sobre o assunto, que sua dívida não passava disso, no que tange a ‘lei do quadrado a distância’, insistiu:
“Afirmo que foi inspirada pelo o teorema de Kepler há uns vinte anos atrás”, escreveu a Harlley em 14 de julho de 1686. Outrora, em 1684, o próprio Harlley, pessoalmente, apresentou ‘a lei do quadrado a distância’ a Newton, a pedido de Hooke e do matemático Christopher Wren. Wren oferecerá um bom premio para conseguisse lhe provar matematicamente. Mas o silencio de Harlley no decorrer da história, não foi a favor de Hooke, Newton já era rei (ou ditador ?) da Royal Society. Aqui quem decidiu: a ciência ou a política?
É através de Hooke e de sua lei do ‘quadrado à distancia’ que Newton se libertará do paradigma cartesiano do movimento dos planetas. Em 1679, Newton defendia hipóteses inscritas no quadro da interpretação magnética, os planetas se deslocavam num espaço vazio, que não oferece nenhuma resistência, submetidos a uma força dirigida para o Sol. Até então, Newton concebia o movimento dos planetas em termos mecanicistas: a revolução em torno do Sol geraria uma ‘força centrifuga’ (concebida por Huygens em e para Hooke centrípeta) compensada por uma força dirigida para o Sol. Esta seria devida há um substrato interplanetário que, por um fenômeno de choque com os planetas, os impeliria rumo ao Sol. Assim, Hooke fez com que Newton descortinasse um novo horizonte.
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Ameaçado pelas reinvindicações de Hooke, Newton se pôs a procurar em seus escritos de antes de 1679, algum indicio da lei do ‘quadrado a distância’. Como não conseguiu, afirmou que uma coisa é ter um modelo qualitativo, outra é matematizá-lo.
Dizer que há um abismo entre um valor qualitativo (teoria-ideia), e um valor quantitativo (matemático) é um erro advindo da falta da lógica, pois, uma boa ideia é a base de tudo, sem uma boa ideia o pesquisador, o matemático, fica ali olhando para a folha em branco em cima de sua mesa de trabalho, e continuará em branco, se a ideia não iluminar sua mente: sem a ideia o castelo não se ergue.
Como um prédio pode existir antes da ideia?
Quantos conceitos, influencias, derivaram dos pequenos e profundos textos dos pré-socráticos, Heráclito influenciara a dialética de Nietzsche, do átomo de Leucipo surgira a ‘era atômica’, e também a humilhação que Luidwig Boltzmann (1844-), sofreu quando em uma palestra afirmava que o ‘átomo de Leucipo’ existia, e o grande cientista Ernst Mach levanta-se da plateia, e diz que, “não acredito em átomos” (um pouco depois Bolltzmann que sofria de depressão se suicida). Ernst estava errado.
Mas pesquisas recentes do físico americano Michael Nauenberg, baseadas num manuscrito inédito de Hooke, mostram que ele usava uma construção gráfica para avaliar, de forma aproximada, a trajetória de um corpo submetido a uma força central. Para Nauenberg, o secretário da Royal Society, dispunha de um numero de ferramentas matemática, ao contrário do que alegava Newton.
O CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL
Fala-se muito sobre os cálculos de Leibniz e de Newton, mas os ‘pioneiros’ do cálculo são principalmente Descartes e Fermat...
Newton preferia dissimular seus métodos matemáticos, Leibniz esforça-se em comunica-los.
Em 1684, Leibniz, passa a publicar na revista Acta, de circulação europeia, os princípios e aplicações do cálculo diferencial e integral. Do método newtoniano das fluxões , em contrapartida, nem uma única linha tinha ainda se tornado publica.
Mas em sua estada em Paris, Leibniz já havia terminado seu próprio cálculo diferencial e integral. As acusações de plágio dirigidas a Leibniz não infundadas. Leibniz foi julgado pela Royal Society, já completamente nas mãos de Newton.
Newton diz que elaborou o cálculo diferencial e integral, por volta de 1665, porém, Leibniz publicou o seu cálculo em 1685, Newton tornará publico o seu em 1704. Historicamente, Newton pagou um preço alto por seguir os antigos, por isso não divulgará seu cálculo, porque seu método formal algébrico considerava inferior à geometria dos antigos.
A guinada metodológica dado por Newton em 1670, certamente o levou a guarda seus segredos, suas descobertas, como por exemplo, a modo dos pitagóricos na matemática, com uma diferença, eles eram uma seita, e Newton, um solitário, Leibniz era a favor da divulgação cientifica pública.
Nisso é preciso entender que o cálculo de Newton, e o cálculo de Leibniz: é que o de Leibniz é mais simples e cheio de símbolos, embelezando a matemática. E as equações posteriores, como a de Maxwell, do eletromagnetismo.
(...) o que há de melhor e de mais prático em meu novo cálculo, é que ela apresenta verdades por meio de uma espécie de análise, e sem qualquer esforço de imaginação... Leibniz.
Madame Emille du Chátelet Encara Newton
Por Liebniz
Emille (1706-1748) foi quem traduziu os Principia para o idioma francês que hipnotizou Voltaire, aos vinte três anos de idade ela teve aulas avançadas de matemática, com especialidade em Newton. Também ficou conhecida por ser amiga e amante do filosofo Voltaire, outro obcecado por Newton, audaciosa criou uma academia para rivalizar com a Royal Society de Londres, desenvolvendo suas próprias ideias. Deixando perplexos seus mentores, e enlouquecendo Voltaire, que a amava e a admirava como pensadora (e mulher por sua beleza), mas que, para seu desespero, ‘Ousava’ desafiar o ‘Todo Poderoso’ Newton. Afirmando que havia falhas no pensamento do Sir Isaac Newton.
Newton afirmava que a energia de um objeto, a força com a qual ele colidia com outro objeto, poderia muito bem ser justificada por sua massa vezes a sua aceleração.
Em correspondência com filósofos naturais da Alemanha, Emille aprende outra visão, a de Leibniz, que propunha que objetos em movimento tinham uma espécie de espirito interior, que ele chamava de Vis Vida, força viva em latim. Muitos subestimavam suas ideais, mas Leibniz estava convencido de que a energia de um objeto era composta de sua massa vezes a sua velocidade ao quadrado.
Levar alguma coisa ao quadrado era procedimento comum da época: se você diz que um jardim é quatro ao quadrado, quer dizer que pode ser construído por quatro canteiros ao longo de quadro e ao longo do outro quadro, de forma que o número total de canteiros é 4 X 4= 16, se o jardim é oito ao quadrado, então oito ao quadrado será sessenta e quatro (64). Ele terá sessenta e quatro canteiros. Essa construção dos quadrados, é uma coisa que encontramos o tempo todo na natureza.
Para Voltaire era um absurdo Emille aceitar a ideia de Leibniz, a de atribui a um abjeto uma força vaga e imensurável como a vis vida, pois isso configurava-se um retorno ao passado, ao oculto. Esse era um pensamento da época oriundo de Francis Bacon, que Newton e seus contemporâneos adotaram, e que influenciara Voltaire, não se podia falar em ‘forças invisíveis’, e é por isso é que Newton não fara teorias para explicar ‘a força instantânea entre os corpos’, deixará isso para ‘os seus eleitores’.
A valente Emille se opunha, indagando a Voltaire que, ‘Quando um movimento começa você diz que é verdade que uma força é produzida, que não existe até agora, e Leibniz pergunta: de onde vem essa força?’
Apesar de apoio intenso a Newton, ela não se dogmatiza, não abre mão do que acredita. No fim, ela através de um cientista holandês chamado Gravissan faz um experimento para provar que tinha razão. Usando as formulas de Newton, o cientista criou um equipamento, onde ao deixar cair uma segunda bola de aço na argila, de uma altura maior, calculada exatamente para dobrar a velocidade da bola com o impacto: Newton nos diz que ao dobrar a velocidade da bola, dobramos a distância que ela percorre na argila, Leibniz nos pede para elevar a velocidade ao quadrado. A segunda bola percorreu não duas vezes como propôs Newton, mais quatro vezes, como propunha Leibniz. O que o cético Voltaire, exclamaria ironicamente, que não há motivo no mundo para atribuir forças ocultas as bolas de Emille. Emille certamente riria.
Mas Leibniz é que tem razão, é a maneira de expressar a energia de um objeto em movimento, se um carro esta a 30 km’s, é preciso de certa distância para parar, se estiver três vezes mais rápido, a 90 km’s, precisa de três vezes mais distancia para parar. Se vai a 90 km’s por hora, não será preciso três vezes mais distancia para parar, mais nove vezes mais distancia para parar.
A convicção de Emille de que a energia de um objeto é uma função do quadrado de sua velocidade, deu margem a um debate feroz após seu falecimento, e cem anos para ser aceita, a tempo dessa brilhante descoberta, finalmente, reunir a energia com a massa e com a luz, na Teoria da Relatividade.
A grande Emille engravidara do seu quarto filho, aos 42 anos, o que era muito perigoso para época, seis dias após o parto, ele sofre uma embolia e falece. Deixando um coração inflado de saudades dela, o do sarcástico Voltaire, e marcando seu nome para sempre na ‘história da ciência dos homens’: a mulher que encarou Newton e Voltaire.
Em novembro de 1716, morre o alemão Leibniz, aquele que foi considerado ‘o último sábio Universal’. Somente alguns parentes seus, e amigos fiéis assistiram seu enterro.
Onze anos mais tarde do outro lado do canal da Mancha, sir Isaac Newton morre na primavera de 1727. Um espectador estava presente aos preparativos da cerimonia, trata-se de Voltaire, um grande admirador de Newton, e divulgador de sua obra na França.
O cadáver de Newton é exposto na Cadetral de Westminter, na qual será enterrado em 4 de abril, ao lado dos grandes da Inglaterra. Seu funeral diz Voltaire, equivale pelas as pompas e pelas as honras de um rei.
Voltaire era um leigo em física, não conhecia os trabalhos de Kepler, suas descobertas e teorias, e de Galileu. Mas mesmo assim se colocou como um defensor ferrenho de Newton, na França, enquanto a sábia Emille, sua amada, enfrentará Newton e o próprio Voltaire, em defesa de Leibniz.
Voltaire também se colocou como opositor de Leibniz, em seu livro Cândido, ele esculacha com Leibniz, de forma sarcástica, irônica e acida (estilo que lhe deu fama), sobre que esse é, ‘o melhor dos mundos’. Ou Voltaire não soube interpretar o que disse Leibniz, em sua Téo odisseia, quando ele afirmava que Deus fez ‘o melhor dos Mundos’: Porque se Ele tivesse criado um Mundo perfeito, Ele teria criado outro ‘Deus’, ou ele agiu de má fé, em relação a Leibniz (por causa de Newton), que sua amada e erudita Emille, admirava, e defendia suas ideias ante as de Newton (na época).
Esse trabalho também a homenageia, por sua audácia, inteligência, beleza, Emille, a ‘Hipácia francesa’, por ter tido bravura de encarar Newton e Voltaire, é preciso ter muito conhecimento e garra para isso, e sendo mulher, duplica a admiração, pois na época, a ciência era ‘coisa de homem’. Voltaire lhe prestou uma homenagem incrível ao afirmar que Emille era ‘um homem de saia’, para época isso foi um grande elogio.
A Téo odisseia de Leibniz, diz que esse é ‘o melhor dos Mundos’, porque foi o que foi possível criar, não que ele seja um ‘Paraíso’. Suas anomalias sistêmicas surgem disso.
A MALA DA DISCÓRDIA
Mas em meados de julho de 1936, a Sottheby`s leloa em Londres o conteúdo de uma mala de metal cheia de manuscritos de Isaac Newton. Esses documentos tratavam essencialmente de alquimia e de teologia. Revelando ao grande publico as inclinações de Newton para o hermetismo. E, ‘aquele que atingiu a ápice da humanidade’, ‘ aquele que antes dele só havia trevas’, endeusado por Voltaire, revelou-se um fanático teológico, um ‘místico’, um devoto alquimista, que dedicará mais tempo a essas categorias do que a própria ciência, da qual era considerado, ‘o pai da física moderna’. Se Voltaire soubesse... Emille riria (dele).
LEIBNIZ E O CÓDIGO BINÁRIO: 0-1
Entre os grandes feitos de Leibniz, está o código binário, em que ele resolvia todas as equações utilizando apenas o código binário, 0 e 1
Com 0-1, Leibniz desenvolve um método matemático, pelo qual, ele substituía todos os números, apenas utilizando-se de 0 - 1.
Leibniz acreditava que se poderia construir uma máquina pensante, e que está poderia revolver todos os problemas humanos: o computador, qual não existiria sem seu código binário de Leibniz.
O próprio Leibniz desenvolveu, e o que seria a parte central da máquina que ele mesmo havia idealizado (o computador). E que Alan Turing, utilizará em seu computador, na época o mais moderno, na segunda guerra Mundial, no projeto enigma, que salvaria milhares de vidas.
As imagens que você vê no computador, celulares.. são formadas apenas por 0 e 1, pelo código binário leibzniano.
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